Desde 2015, quando o Conselho Federal de Odontologia (CFO) reconheceu oficialmente a ozonioterapia como habilitação complementar (Resolução nº 166/2015), o uso do Ozônio na odontologia brasileira cresceu de forma contínua. Estimativas de entidades odontológicas e revisões científicas indicam um aumento percentual acumulado de cerca de 250% na adoção clínica entre 2015 e 2025, com maior expansão em periodontia, endodontia e cirurgias orais.
- Ação antimicrobiana: o ozônio possui alto poder oxidativo, destruindo membranas de bactérias, vírus e fungos, o que ajuda no controle de infecções bucais.
- Efeito anti-inflamatório: reduz processos inflamatórios em gengivas e tecidos orais.
- Estimulação da cicatrização: melhora a oxigenação dos tecidos e acelera a reparação após cirurgias odontológicas.
- Redução da dor e sensibilidade: pode diminuir a sensibilidade pós-operatória e desconfortos em tratamentos de canal ou cirurgias.
Principais aplicações odontológicas
- Cáries: ozônio aplicado diretamente ajuda a eliminar microrganismos causadores da cárie.
- Periodontia: usado para tratar inflamações gengivais e bolsas periodontais.
- Endodontia (tratamento de canal): água ozonizada ou gás ozônio desinfetam canais radiculares, aumentando a eficácia contra bactérias e fungos.
- Cirurgias odontológicas: auxilia na cicatrização e reduz risco de infecção.
- Disfunção da ATM (articulação temporomandibular): pode ser usado como suporte para reduzir dor e inflamação.
- Necrose do maxilar: auxilia no controle de infecções e reparo tecidual.
Formas de aplicação
- Gás Ozônio: aplicado diretamente em cavidades ou tecidos.
- Água ozonizada: usada para irrigação em tratamentos de canal e higienização.
- Óleo ozonizado: aplicado em mucosas ou áreas de cicatrização.
No Brasil, apesar do reconhecimento e regulamentação, a Ozonioterapia ainda é vista como complementar, o que não ocorre na Europa, onde há um maior volume de pesquisas e integração em protocolos odontológicos, especialmente na Itália e Espanha.
